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Eusébio Sofrônio, chamado Jerônimo, nasceu perto de Aquiléia, em 342 DC.
Santo, e um dos maiores doutores da Igreja, foi canonizado não pela sua
santidade, mas pelos serviços que prestou à Igreja, traduzindo a bíblia
do grego para o latim, a pedido do papa Damaso, de quem foi secretário.
Teve uma vida atribulada depois que se mudou para Roma ainda jovem, para
estudar. Seu temperamento apaixonado provocou muitos escândalos, principalmente
no círculo de matronas romanas e damas virginais admiradoras. Cansado
da vida mundana, voltou a Aquiléia com a idéia de formar um pequeno grupo
de cristãos dedicados a uma vida santa e austera. Mas acabou indo sozinho
para o leste, para uma cela de eremita no deserto da Síria, e aos quarenta
anos foi para Belém, para ficar ao lado da gruta em que nasceu Jesus.
Ali viveu por mais de 40 anos, em companhia de seus livros, e correspondendo-se
intensamente com seus contemporâneos famosos, Santo Agostinho, Dídimo,
o Cego, e outros. Ali fundou o seu mosteiro. Para lá também foram, depois,
suas fiéis seguidoras vindas de Roma, Paula e sua filha Eustóquia, que
o ajudaram em seus escritos até a velhice, quando a cegueira o impedia
de trabalhar. Morreu em 420, dezesseis anos depois do saque de Roma pelos
bárbaros, deixando uma obra valiosa, a Bíblia Latina, ou Vulgata, usada
até hoje.
As
reproduções que temos de São Jerônimo são:
O
quadro de Mantegna (MASP): "São Jerônimo Penitente" (na gruta do deserto,
na Síria).
O
quadro de Caravaggio: idem (com o leão a seus pés, um animal que se afeiçoou
a Jerônimo depois que este lhe tirou um espinho da pata).
A
gravura de Albrecht Dürer: "São Jerônimo em seu Gabinete de Trabalho",
já no mosteiro em Belém.
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